quinta-feira, 2 de junho de 2011

Morrer do mal ou da cura?

A notícia mais fresca e mais excitante do dia é sem dúvida as sondagens.
Ai de mim se não falasse nelas. Todos os meus amigos Sociais Democratas aguardam com frenesim a minha reacção à notícia.
Olha p'á minha cara!!

Feita a vontade aos meus amigos, aqui vai o assunto que elejo como importante.

Acho que devo aceitar como certa a opinião de constitucionalistas que dizem que o acordo com a troika viola a constituição.
E aceito também que mesmo assim é necessário assina-lo.
O que me causa espanto é a aceitação admitida por alguns de que é necessário altera-la só para que algumas matérias do acordo deixem de ser anti constitucionais.

Só me ocorre uma analogia.
Imagine-se uma doença totalmente nova, desconhecida, impossível de diagnosticar com o doente vivo. Mata-se o doente para lhe fazer uma autopsia?
Imaginemos que sim.
Imaginemos também que se identifica a doença.
Um enorme progresso. Dificuldades superadas. Excepto para o doente, é claro!

Que raio de analogia, dirá alguém.
Pois é. Qualquer semelhança entre a constituição e um individuo doente é pura fantasia.
Não me venham é dizer que o doente morreu da doença.
Quem percebeu, percebeu. Quem não percebeu......

José Soluciolino

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