segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Um 9º mais um 9º, não dá um 18º. Dá dois 9º em "ezéquo"

Palavra que me apeteceu comentar a decisão do ministro Nuno Crato sobre a supressão das aulas de TIC (computadores) para os miúdos do 9º ano mas, lembrei-me d'outro 9º.

Ponta Delgada, cidade insular, da "insula" de S. Miguel, acolheu no passado fim de semana um congresso de juízes Portugueses. O 9º.
Ouvi dizer que estavam 400. Vi muitos. Não consegui confirmar o número.
Saia do Mercado da Graça, como é habitual ao sábado,  com as batatas, cebolas, cenouras, e outras coisas verdes e lá iam eles aos magotes.
Quem são? Perguntou um vendedor de batata. Óh Luís, são juízes. Juízes. Ëpá, era bom vê-los decidir todos juntos. Isso... olha, dava 400 sentenças diferentes, de que é que estavas à espera?
Saí antes de saber a resposta do Luís mas, admito ser mais optimista.
399. Pelo menos dois estarão de acordo! Não acham?
 
José Soluciolino

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Imagens que dispensam palavras ou, imagens que nos deixam sem palavras?

Tinha regressado d'uma bomba de gasolina onde espreitei no expositor de jornais a capa da Focus com as"gordas" sobre salários milionários na televisão.

Em casa, corria um noticiário da rtp2.
Quem dizia as notícias era a menina Qualquer Coisa Felgueiras.
Tudo normal, não fosse o pormenor do Tablet da Apple que a menina tinha na mão.
É só tecnologia! É Portugal na vanguarda de não se sabe bem do quê!
E a menina lá continuava a dizer notícias. Sem uma única espreitadela ao Tablet da Apple. Nem era necessário. O teleponto revelava-se mais que suficiente para o desempenho da locutora.
Então, para quê o Tablet da Apple? Para ocupar as mãos da locutora?
Sim! A impressão que dava era isso mesmo.
Mas, pensando bem, uma simples folha servia perfeitamente, e sempre sairia mais barato.
Para quem propõe janelas de 4 horas, venda de canais e outras reduções no serviço público de televisão, ficava melhor apresentar maior sobriedade na imagem que é transmitida.
É que todos pormenores contam e toda a gente sabe que "uma imagem vale mais que mil palavras"


José Soluciolino

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A geometria da música, sem altos nem baixos! Um só tom...

"A pergunta que quer fazer... se me permite".
E foi assim que o sr. Ministro Gaspar orientou o jornalista e disse só o que quis dizer.
E sempre que a pergunta foi mais incómoda, a resposta começou, invariavelmente por; "repare que....". Mas isto foi a semana passada, na RTP, com uma mosca a incomoda-lo com insistência. Sim, isso foi a semana passada.

Ontem, o sr. Ministro também se sentiu incomodado.
Desta vez com a agressividade dos deputados da oposição numa discussão do OE2011. Isto foi ontem à noite no canal2.
Chegou a pedir que se baixa-se o tom da discussão.
Eu, que não percebo nada de música, a bem dizer sou mesmo rijo de ouvido, penso que o ministro quer que se fale em dó sustenido ou coisa assim.

Fora este excerto musical, o que mais me impressionou foi a declaração de que as medidas de austeridade atingem "todos os segmentos da sociedade".
E impressionou-me pela simplicidade do plano do governo; em vez de anunciar todas as más medidas  de uma só vez, anuncia-as aos bochechos, deixa que portugueses começam a pensar que serão mais vítimas que outros portugueses, e com isso consegue algum apoio, segmento a segmento.
Transforma o todo " leia-se recta" em segmentos de recta, e assim vai avançando na recta, segmento a segmento. Simples, não é?


José Soluciolino

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Esquecer. Às vezes requer um grande esforço!!

"O Governo quer tornar definitivo o fim da subvenção vitalícia para os ex-titulares de cargos políticos que acumulam com um vencimento no sector privado, segundo afirmou fonte do gabinete do ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares ao PÚBLICO. Mas as bancadas da maioria são prudentes: o PSD não se quer alongar sobre cenários de futuro, o CDS lembra que há obstáculos constitucionais. Os dois partidos, que apoiam o Governo, só se comprometem com uma proposta de alteração à lei, em sede de Orçamento do Estado (OE) para 2012.

Mas o assunto não é pacífico também do ponto de vista jurídico. Quatro constitucionalistas ouvidos pelo PÚBLICO têm reservas sobre o assunto."

As reservas dos constitucionalistas são coisa menor.
Normalmente só servem para promover a discussão e para tornar possível a igual validade  entre opiniões opostas.

Já a prudência das bancadas da maioria é outro assunto.
Pode ser que sim, pode ser que não, nunca se sabe ao certo, enfim, vai-se levando até fartar e depois esquece-se.

Pensam eles que nos esquecemos não é?

Mas quem se pode esquecer do energúmeno chamado Dias Loureiro que está fugido à justiça portuguesa, em Cabo Verde, e que mesmo assim e apesar disso, recebe da república portuguesa um cheque mensal de 1700,00€ ?

Quem será que pode esquecer tal coisa?


José Soluciolino

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Rimos do que se diz, .... até se saber quem disse.

Os números macroeconómicos no documento das Grandes Opções do Plano não são iguais aos apresentados no Orçamento de Estado.
Os valores macroeconómicos apresentados em dois documentos oficiais do Ministério das Finanças entregues no Parlamento com cinco dias de diferença têm valores diferentes. Em causa estão os números que constam nas Grandes Opções do Plano, entregues pelo Governo a 12 de Outubro na Assembleia da República quando comparados com o quadro macroeconómico entregue por Vítor Gaspar a Assunção Esteves no dia 17.

"No Orçamento de Estado, o Governo prevê um decréscimo do PIB de 2,8%, nas Grandes Opções do Plano apenas de 1,8%.

No consumo privado um decréscimo do Orçamento de 4,8%, nas GOP é de 3,3%.

O investimento é de 9,5% contra 5,6% e assim sucessivamente", disse um comentador, apresentando um gráfico para o ilustrar.

"Vim a descobrir que os quadros que estão no Orçamento e nas Grandes Opções do Plano, o chamado cenário macro-económico, é muito diferente", disse o comentador.

Está consistente sim senhor!!
Os valores das Grandes Opções do Plano afinal são mais pequenos porque; as Opções são poucas e não dão para Grande Planos.

Até que podíamos rir sim senhor, ....se o comentador não fosse o social democrata Marques Mendes.

José Soluciolino

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Ideias sobre o somar e o subtrair

O Económico contactou 10 empresários para avaliar se o corte dos subsídios de férias e de Natal se devia estender ao sector privado.
A maioria dos empresários contactados pelo Económico é da opinião que o corte do 13ª e 14ª mês, aplicado pelo Governo aos funcionários públicos, também devia se aplicar ao sector privado para uma melhor distribuição dos sacrifícios entre os portugueses.
Os empresários que descartam o corte nos subsídios defendem que os colaboradores produtivos não merecem ser castigados e que há outras formas das empresas reduzirem custos sem mexer na remuneração dos funcionários.
Eu, não trabalho no sector privado. Fica já esclarecido para que não venham com conversas do tipo..
- Ái que ele coisa e tal e só vê o seu umbigo e tal....!
Estamos então esclarecidos?!

Não lembra ao diabo. Ou melhor, só lembraria ao diabo.
Primeiro veio o governo a querer impor mais 30 minutos de trabalho por dia, que é o mesmo que dizer duas horas e meia por semana, que é o mesmo que dizer dez horas por mês.
Agora vem outros malucos, ainda não identificados, colocar ideias nos patrões.
Retirar dois ordenados a cada trabalhador? Vai melhorar as contas públicas? Vai fazer bem a alguém?
Mas, desde quando e a que cargas d'água se haveria de "castigar" os trabalhadores do sector privado?

Vejam lá se alguém se atreve a sugerir ser obrigatório a criação de 1 posto de trabalho, por cada 6 trabalhadores a quem sejam retirados os Subsídios de Férias e de Natal? E que a remuneração seja de igual valor d'um dos Subsídios retirados?
Alguém se atreve? Alguém?
Olha, Eu!
Não fosse eu o Soluciolino!!

José Soluciolino

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Portugueses satisfeitos... procuram-se. Vamos?

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) utilizou dados a partir de 2010 para calcular a felicidade e o bem-estar das pessoas em 40 países diferentes e investigou quais os factores que têm maior influência sobre a felicidade das pessoas.
Conclusão:
Só os chineses e os húngaros estão mais insatisfeitos do que os portugueses.

Mas, por incrível que pareça, há portugueses satisfeitos.
A saber:
Directores de topo da PSP (fonte Diário de Notícias)
Detentores de cargos públicos avençados da RTP e RDP para comentar (fonte Correio da Manhã)
Acredito que há muitos mais portugueses satisfeitos. Só falta descobri-los.
Vamos?.....
 
José Soluciolino

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Deu-se um Click. Fiquei embasbacado e Clicado. Fiquei ligado. Regressei!

Parabéns Sr. Presidente.
Até qu'enfim!
Demorou mas lá veio uma declaração de jeito.

"Receio que possamos estar no limite dos sacrifícios. Receio que para os pensionistas, por exemplo, já possamos ter ultrapassado o limite", sublinhou Cavaco à margem do Congresso da Ordem dos Economistas.
No que toca ao corte dos subsídios de férias e de natal, o chefe de estado disse;
"não mudei de opinião. Já o disse anteriormente e posso dizê-lo outra vez: é a violação de um princípio básico de equidade fiscal"
                                                                                                                       
Do que ainda não falou foi da esquisitice do governo querer interferir em assuntos privados. Nos trinta minutos diários.....
Se falou, eu não ouvi. As minhas desculpas pelo facto.

E agora a explicação do título da crónica.
Na página onde li as declarações do Presidente, "Económico" da sapo.pt , há uma coluna de notícias de última hora.
Foi aí que vi, de relance, qualquer coisa parecido com
"Bruxelas acerta com Governo novo projecto para o TGV"

Mas qual TGV?
Então o Passos não tinha dito que TGV "Jamé"??!!!

José Soluciolino

As férias de José Soluciolino

 


Anunciam-se aumentos das "tarifas" dos transportes públicos.
E a coisa é para entrar a matar logo no 1º dia do mês mais próximo.
Calhou ser Agosto.
Dois ou três dias depois, e depois de muita reacção negativa, lá vem eles, emendar a coisa, anunciando passes sociais para proteger os mais desprotegidos.
Já estão a pensar nisso.
Só pode ser posto em prática lá para Setembro, disse o ministro.
Mas não especificou em que dia de Setembro.
Até podia dizer que era em Outembro ou em Dezubro.
vem atrasado!

José Soluciolino




E os 40 milhões? Que me dizem dos 40 milhões? Grande negócio!
E ainda por cima será o estado português a suportar as indemnizações a pagar aos oitocentos e tal trabalhadores que serão despedidos.
E vem aquele mercenário  que tem um problema salivar, aquele que quando fala mais que dois minutos até mete nojo tal é a quantidade de massa branca que lhe nasce nos cantos da boca, vem ele dizer que foi o melhor negócio que se poderia ter feito. E que até serviu para "preservar"  postos de trabalho.
Para quem não está a perceber do que estou a falar, falo do BPN.
Até parece que foi à séculos, não é?

José Soluciolino



Caros amigos, fui de férias, continuo de férias e, voltarei das férias.
Até lá, tenho o prazer de vos apresentar uns apontamentos do que, em período de férias, me mereceu atenção especial.
Um abraço do vosso José Soluciolino