quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Seremos 10 milhões de Chineses? Ou trata-se do efeito Paulo Futre?

A troika fez mais um diagnóstico da situação portuguesa. Produziu um relatório e deu várias conferencias de imprensa. A linguagem utilizada era muito técnica e, para nos ajudar, o ministro da finanças, Sr. Vítor Gaspar,  teve a amabilidade de nos traduzir para português simples as principais conclusões e recomendações.

Como de costume conseguiu o efeito adormecedor. Com... aquele...falar...pausado...lá foi...Ops! desculpem a precipitação ...lá...foi...respondendo...às...questões...que...mais...nos...afligem.

O efeito adormecedor foi fazendo o seu efeito e quase me punha a dormir não fosse o anuncio da "necessidade" de reduzir os salários do sector privado.

Acordei assarapantado e com as mãos a segurar as têmporas e a  resvalar ligeiramente para fora. Apercebi-me da alteração do formato dos olhos.
E aflito pensei, Estou a ficar achinesado!

Querem-nos achinesar. Para Portugal ser mais competitivo? Não tarda nada e o Paulo Futre não vai necessitar de mandar vir nenhum chinês!!
Aliás, terão os homens da troika visto as publicidades do Paulo Futre?

Será ele o culpado de nos quererem achinesar?


José Soluciolino

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Ter ideias durante o sono, é sonhar! E sonhar não deve ser proibido.

A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, acusa os guardas prisionais de receberem horas extraordinárias enquanto dormem.

“O que se passa é que, neste momento – e é preciso dizê-lo –, os senhores guardas prisionais trabalham por escalas, mas depois, se formos ver ao Orçamento, o custo das horas extraordinárias é de 12 milhões de euros. Não é muito razoável alguém que trabalha por escalas fazer horas extraordinárias."
E continuou....
E eu pergunto;
E o motorista que leva a Sr.ª ministra, nas suas deslocações entre a assembleia e o ministério, enquanto espera pela Sr.ª, sentado na viatura, para que sua excelência não perca um minutinho que seja do seu preciosíssimo tempo, para poder ir a um  ou outro acto oficial do tipo Jantar com alguém oficial, o motorista também está a ganhar horas extraordinárias, ou recebe um valor fixo de compensação pelo tempo que tem que esperar sentado?
Quanto às mudanças que a Sr.ª ministra promete, que tal dispensar os guardas prisionais e... cantar como os Delfins
Soltem os prisioneiros
Soltem os prisioneiros
Por todo o mundo
Há prisioneiros
Por todo o mundo

Soltem os prisioneiros do Rio de Janeiro
De Lisboa, Porto, Ofir, Aveiro
Guimarães, Faro, S. Paulo e Timor.....

É só uma ideia!

Nota:
Voltei às cantigas. Não sei porquê!

Só mais uma nota:
Viva a selecção!!!!


José Soluciolino



terça-feira, 15 de novembro de 2011

Para dar música é preciso ter um dom. Não basta ser "Dom Qualquer Coisa"!

Coisas do Sr. Álvaro.
Terá ele escrito num papel para ler na AdR e leu. Alguém fez o favor de transcrever para que eu pudesse aqui transcrever.
«O ano de 2012 vai certamente marcar o fim da crise e será o ano da retoma gradual»
Veio de seguida dizer que não anunciou o fim da crise mas sim que afirmou que 2012 "será o princípio do fim da crise".
Vê-se logo que não é escritor, nem poeta, nem músico. Mas vem-nos à memória uma frase batida, hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.
Queria ele dar-nos música mas, não tem voz, nem inspiração, e que eu saiba nunca tocou violão.
Mas que nos quer dar música, lá isso quer.
E um pouco mais à frente, nas explicações para reformular o que disse, disse;
"Nós sabemos que as condições ainda vão piorar antes de melhorar",

Fui ver a letra da música do Sérgio e no segundo sexteto..

Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Aplica-se ao Sr. Álvaro!!


José Soluciolino

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Falar em inglês, mas com orgulho Português! Toma!!

Áh Camões, que tanto penaste...

Em NY Cavaco Silva falou em português e eu pensei;
Boa. Tomem lá óh gringos. Traduzam se quiserem. Irritante, heim?

Uns dias mais tarde, perante representantes da comunidade luso-americana, volta a falar em português para poder mandar um recado para Portugal a pedir" maturidade cívica" aos portugueses empobrecidos pelo rigor orçamental. Irritante, heim?

E no entretanto, que é como quem diz entre um e outro dia, lá estava ele a falar a políticos e empresários de sucesso, emigrantes, luso descendentes e de primeira geração, para pedir o reavivar da alma Lusitânia e a exortar ao orgulho de ser português, a pedir que invistam em Portugal.
Lindo. Mas em inglês.

Pelo que percebi das reportagens, os luso americanos até que dominam razoavelmente o português. Com um sotaquesinho é bem verdade, mas não pior que a horrível pronuncia do Presidente da Republica  e do Ministro dos Negócios Estrangeiros.
E eles, emigrantes, ansiosos por praticar o português, para ver e falar com o PR, em português, levam com inglês nos queixos? Tá bom, tá.

O que é que se pode concluir? O que é?
Que só usam o português para irritar. É o que é!
Será o português tão irritante? Pergunto eu ao Camões.


José Soluciolino

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O meu mal é mais mau que o mal dos outros.

Portugal só precisa de novas medidas para 2013
Económico 10/11/2011
Ainda estava a meio deste título e pensei, Olha, enganaram-se!
Camisas e sapatos, ainda se podem usar os deste ano mas, calças e cintos, ou vão à costureira ou tem que ser substituídos por um número abaixo, e já em 2012.
Só chegando ao fim do texto é que caí em mim e afinal as medidas são orçamentais.
Piorou.
Afinal vai ser necessário um arranjo para dois ou três números abaixo!
O orçamento está a ser discutido e as decisões foram tomadas... e algumas a ser reveladas só agora.
É a chamada discussão e a provação na especialidade.
Até aqui foi na generalidade!

Entretanto, na mesma página da Net, noticias de dificuldades do outro lado do Atlântico.

Declarada maior falência municipal de sempre nos EUA
Está a acontecer no condado de Jefferson, no estado do Alabama.
Segundo as autoridades, a falência do condado é atribuível ao aumento dos juros das suas obrigações, à turbulência nos mercados, às restrições à concessão de crédito por parte da banca, gerada pela crise financeira  e a corrupção entre os responsáveis do governo local, estando a gerar sérios problemas na gestão dos assuntos correntes da localidade, tendo já a polícia local deixado de poder custear os encargos de lidar com acidentes de trânsito.
Até parece que estão a falar de Portugal.
Afinal o mal também é dos outros, mas com esse posso eu bem.
Com o meu é que não aguento!!


José Soluciolino

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Megafundos para buracos sem fundo, vão-nos levar mais fundo.

A criação de um megafundo imobiliário de oito mil milhões de euros, com dinheiro do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia, é uma das propostas do economista Augusto Mateus para resolver parte dos problemas de liquidez do sistema financeiro português. O ex-ministro da Economia lançou a ideia deste fundo que seria composto por imóveis de proprietários que conhecem dificuldades para pagar os seus empréstimos à banca, mas também de património do Estado, como instalações hospitalares e quartéis que deixaram ou irão deixar de ter essas funções. Seria possível captar 200 a 300 mil proprietários de imóveis, que transformariam as hipotecas na banca em arrendamento no dito fundo, e com benefícios para todas as partes.
Pelas contas de Augusto Mateus, "Se for paga uma renda mensal de 4,5% sobre 100 mil, dá 4.500 euros anuais. Isto representa um valor inferior a 400 euros mensais de renda no fundo". O fundo tem de ser inicialmente público, mas poderia integrar privados numa segunda fase. "Este fundo poderia captar poupanças do exterior, e gerir importantes operações de urbanismo", conclui o antigo governante

Grande ideia. Trazer para os bancos dinheirinho fresco, todos os meses, continuar a vazar os bolsos de quem se entregou a gerentes de balcão ávidos de cumprir objectivos, criar um novo ramo de negócio, quem sabe, inventar uma nova tipologia de seguro “ garantia de renda?”, continuar como dono dos imóveis envolvidos, enfim resolver, pelo menos em parte, o malogro do milagre económico que forjaram durante tanto tempo.

Mais uma vez, o risco inicial seria público. Mais uma vez, os privados entrariam quando a coisa começasse a resultar bem. Mais uma vez o mesmo que das outras vezes.

400 € de renda para um imóvel de 100 mil €? Quantos imóveis de 100 mil € foram avaliados pelos bancos por 100 mil €? E o fundo serviria para gerir importantes operações de urbanismo? Mas querem mesmo mais operações de urbanismo? Já não basta de casas novas sem comprador? Querem mais?

Juízo, senhores.
Utilizem o dinheiro da troika para resolver os problemas da economia.
Os problemas financeiros, que resolvam eles mesmos os problemas que eles mesmos criaram.
Já não basta o BPN? Não?!                           

Nota final:
parece que o valor do caso BPN é muito próximo do que se pretende para o tal megafundo.

O grupo parlamentar do BE, solicitou, a 1 de Setembro, informações sobre os montantes das injecções de dinheiro no BPN. Em resposta, o Governo informou que «a dívida garantida pelo Estado ao BPN» ronda os 4,5 mil milhões de euros.
Porém, garante o BE, no relatório da proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano, o Governo revela que aquele montante chega na verdade aos 8,5 mil milhões de euros.

Nota finalíssima:
nenhuma destas decisões são colocadas ao escrutínio democrático e popular.
Porque será?


José Soluciolino

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O vício. Um companheiro até à morte!

Uma das últimas tolices do italiano foi, depois de ter perdido a maioria no Parlamento, escreveu numa folha branca “oito traidores”.
Parece que queria continuar na real palhaçada mais uns tempos.
Atenção que ainda não saiu. E mesmo que saia, tem jornais, televisões e outras conjurações que lhe darão voz enquanto quiser.

Quem não perdeu o pio, apesar de andar calado durante uns dias, foi o sr. Alberto João.
Mas isso foi um pequeno intervalo só para retemperar forças.

O XI Governo da Região Autónoma da Madeira toma hoje posse perante a Assembleia Legislativa. Alberto João Jardim encontra-se no poder há 33 anos. É já um vício.
Pode-se fazer tentativas de cura, tomar umas pílulas para reduzir os efeitos da abstinência, mas o bichinho continua lá.

É o vício! 


José Soluciolino