terça-feira, 29 de novembro de 2011

Sem guitarras, não se faz fado.


CRÓNICAS DE: josé Soluciolino


Berlim só salva o euro depois de mandar nas contas dos Estados
Assim reza a notícia do Económico
Enquanto os ministros das Finanças se reúnem hoje em Bruxelas para decidir se poupam a Grécia à falência técnica nos próximos 20 dias, em Berlim o governo alemão anuncia a estratégia para salvar o euro do colapso, numa altura em que a Itália já  se financia a mais de 8%.
O objectivo é obter, o mais rápido possível, uma revisão do Tratado de Lisboa, criando uma união orçamental, a que Berlim chama ‘união de estabilidade", com sanções, sistemas de controlo e poderes intrusivos das autoridades europeias nas contas dos países do euro.
"Primeiro, temos de ter uma união de estabilidade e depois veremos como isso funciona", disse o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble "...
Diz-se de quem manda que "quem tem unhas toca viola" e quem não tem? Acompanha a cantar.
E temos que cantar mais alegrinhos mesmo que a chorar por dentro. A música é corridinha e já começou!

É o Nosso Fado!!

José Soluciolino

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

As bombas foram feitas para explodir. É da sua natureza!!

Já vai alta a noite e não tenho paciência para procurar muito por motivos para escrever a crónica de segunda-feira.
Mas tive sorte.
Na primeira página do primeiro jornal, uma grande capa.
MINISTRO COMPRA CARRO DE 86 MIL.
Mesmo ao lado uma foto do Sr Mota Soares e uma pequena caixa TROCA VESPA POR BOMBA.
Tá feita a chalaça.
O Mota troca a Vespa por Bomba de 86 mil. É cá uma explosão!!!
 
José Soluciolino

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Há necessidades necessárias e outras desnecessárias?!!

Negócios online 23/11/2011
O primeiro ministro publicou hoje em Diário da República um despacho onde atribui o subsídio de alojamento a mais 4 governantes.
Ao abrigo deste despacho, também Álvaro Santos Pereira (Ministro da Economia e Emprego), Paulo Lino (Secretário de Esestado da Defesa), António Almeida Henriques (Secretário de Estado da Economia) e Carlos Oliveira (Secretário de Estado do Empreendedorismo) vão receber uma ajuda mensal de 1.150 euros por não terem habitação própria em Lisboa.
Estes governantes vêm juntar-se a mais seis a quem já tinha sido autorizada a concessão deste apoio.

Ainda bem que o subsídio não é proporcional à distância da residência habitual. Para o Sr. Álvaro, que veio de Vancouver, uí uí!!

Outra coisa. Nem sabia que existia um Secretário de Estado do Empreendedorismo. Caramba, eles pensam em tudo.

Mais outra coisa. Chamar ajuda a 1.150 euros ? Xiça!!

Só mais uma coisa. Porque não aproveitar um imóvel, dos muitos que o estado tem em Lisboa, e acomodar todos esses senhores lá?

Talvez se poupassem uns trocos  e assim sempre se saberia onde os encontrar, caso seja necessário encontra-los, algum dia.
Cada qual saberá das suas necessidades.
Algumas, mesmo não expressas, sou capaz de as adivinhar!!

José Soluciolino

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O lado bom das coisas más? Por vezes até há!!

A jeito de provocação relataram-me a última anedota passada na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira.

Foi mesmo aprovada uma alteração ao regimento da assembleia onde, a partir de agora um único deputado poderá expressar e fazer valer o voto de 25 colegas de partido.
É evidente que pensei imediatamente em ditaduras e outras coisas parecidas mas, não querendo ser precipitado , fiz uma pequena investigação e, d'um esclarecimento do PSD Madeira  retirei a seguinte citação;
... este procedimento é aplicado em S.Bento, porque o "Parlamento  da República funciona apenas com um quinto dos deputados, ou seja apenas  com 46 dos 230". 
Acrescentam que na Assembleia da República, "nas votações ordinárias,  exceto as que exigem votação por maioria qualificada, a votação é feita  pelo representante do partido e não através de votação presencial e nominal  da maioria dos seus membros em efetividade de funções", o que significa  que "neste caso, um deputado do PS vale por 74 e um do PSD por 122 nas respetivas  votações". 
"Este procedimento que não consta do Regimento, mas acordado na reunião  de líderes, é prática corrente no plenário", ... 

Afinal, Alberto João não inventou a roda.
Certo, é que borrifando-se para tudo e para todos, fez lei. Bem à sua maneira.

Vejo neste episódio um lado bom.
Se a coisa se revelar eficaz, pode ser que se poupe o ordenado de uma porção de chupistas.
Não acredito, mas é uma hipótese!!


José Soluciolino

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Estou espantado, e não sou pardal! Ando é um pouco apardalado!!

A EDA foi notícia na página da SAPO
22de Novembro de 2011

A Moody's cortou hoje, em um nível, o ‘rating' da EDA para Ba3. E empresa de Electricidade dos Açores fica ainda com uma perspectiva negativa. Com esta decisão a agência de notação financeira conclui o processo de revisão do ‘rating' da empresa que se iniciou em 8 de Julho deste ano.
Eu nem tenho palavras para comentar.
Que me apetecia cortar-lhes a electricidade, lá isso apetecia.

Espantado, mesmo espantado foi como fiquei ao ouvir o anuncio de existirem duas versões do Orçamento, razão pela qual o PS também se espanta.

Quem não se espantou foi o PSD que diz que a versão verdadeira é a que vai ser aprovada no Parlamento.

Pudera!!

José Soluciolino

terça-feira, 22 de novembro de 2011

3 meses podem ser 89 ou 92 dias, ou todas as outras hipóteses pelo meio!

Nota prévia: onde se lê "esta tarde" deve-se ler; ontem, dia 21 de Novembro.
O ministro da Economia começa este tarde a receber 50 empresários com o objectivo de conhecer as ideias das empresas para ajudar o país a sair da crise.
As reuniões começam já esta tarde com 25 grandes empresas nacionais exportadoras, e na terça-feira será a vez de mais um grupo de 25 empresas de produção nacional, disse à Lusa fonte oficial do Ministério.
Durante os próximos três meses, o ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, irá também ouvir um conjunto de empresários de Pequenas e Médias Empresas de vários sectores com o objectivo de "manter um debate de ideias que seja um 'brainstorming' sem limites", acrescentou a mesma fonte.
Este conjunto de reuniões acontece depois de vários políticos de vários quadrantes terem criticado o Governo pela predominância das Finanças sobre a Economia e dias depois de o presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal ter dito que, para Álvaro Santos Pereira, "acabou-se o benefício da dúvida"

Irá algum dia ouvir outras forças "vivas" tipo sindicatos, associações, ordens, ou vai limitar-se mesmo aos empresários?
Julgo que só serão ouvidos os empresários.
E, sendo  assim, tenho duas leituras possíveis.

Não! Só tenho uma. Ao principio pensei em duas mas afinal é mesmo só uma.

Tudo o que for decidido será formatado à medida e necessidade dos patrões. Ponto final!!!
.........
.........

Peço perdão pela hesitação mas afinal tenho outra leitura.

Ao ler melhor o 2º paragrafo da notícia fico com a ideia que o ministro, ou não quer fazer nada , ou quer mais três meses para reflectir.
Fica também a certeza que "manter um debate de ideias que seja 'brainstorming' sem limites" quer dizer mesmo que qualquer ideia será discutida, por mais absurda que seja.


José Soluciolino

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Para ter boa cachaça é preciso boa fruta!

Mesmo antes de irmos para fim de semana, a ministra da agricultura desvalorizou a subida do IVA na alimentação para bebés, afirmando que as alturas de crise são alturas para "voltar a dar fruta em estado natural às crianças".

Assunção Cristas, que esteve no Parlamento a debater o Orçamento do Estado para 2012 na especialidade, respondia às críticas do deputado socialista Miguel Freitas, que está contra o aumento do IVA nos alimentos infantis.
"Basta falar com pediatras ou nutricionistas para perceber que boiões de fruta, de carne ou de peixe não é exactamente o que se deve dar aos bebés", respondeu.
A ministra acrescentou que "as alturas de crise são também alturas para os pais reflectirem sobre o que dão às crianças e voltar a dar fruta em estado natural, que não tem IVA".
E rematou: "não vejo ninguém da área da saúde com essas preocupações".

Percebo perfeitamente a preocupação da Sr.ª Ministra em "vender o seu peixinho".
Para defender a nossa agricultura e mais as outras coisas todas....

Falemos então n'outro produto agrícola. O vinho.
Pode ser que ela não saiba mas algumas dores e indisposições tinham solução no vinho.
A chucha molhada no vinho era remédio santo.
E toda a gente sabe que o IVA do vinho não subiu, e "tamos" a proteger a nossa "ingrincultura"!

José Soluciolino