CRÓNICAS DE: josé Soluciolino
Ontem comprometi a crónica de hoje. Falei de soslaio na multiplicação dos feriados.
Vou fazer como todo o bom Português, faço-me esquecido e passo em frente. É que a historia dos feriados afinal tem pernas para andar.
São muitos. São de mais. Um excesso. É preciso rever. Reequacionar , "e apesar de não gostar muito desta expressão", etc....
Posso dar uma ideia?
A minha ideia é eliminar os que já não fazem sentido. A começar;
25 de Abril - A revolução já está esquecida. Estamos a precisar d'outra. Até lá, elimina-se.
1 de Maio - Com as revisões das leis laborais, tudo indica que passaremos todos a empresários em nome individual, logo, o conceito de trabalhador desaparece.
5 de Outubro - Só no nome é que a assembleia respeita os princípios da República. O que lá se passa é decidido nas sedes partidárias. Elimina-se.
1 de Dezembro - A independência nacional já foi. Quem manda é a Europa. De que é que estão à espera? Elimine-se.
Haverá mais? Sim. Há mais. Outros e ainda os religiosos.
Para esses, a solução é cada um ter direito aos feriados de acordo com a sua religião. Já agora?
Sou Baptizado. Fiz a Primeira Comunhão e a Comunhão Solene. Fiz também o Crisma. Casei-me na igreja. Fui Padrinho. Baptizei o meu filho.
Estou safo. E disso existem provas. Os registos paroquiais.
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