CRÓNICAS DE: josé Soluciolino
O presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP) garantiu na passada quarta-feira que são só as empresas que vão descontar para o fundo para pagar as indemnizações aos trabalhadores em caso de cessação de contrato, realçando que este será gerido pela Segurança Social.
Será possível?
Será possível?
É que o Srº põe as coisas de tal maneira que até parece que se trata de uma nova regalia. E chega a dizer; «É a mesma coisa que fazer um seguro de capitalização para os novos empregados. Todos os meses, tenho uma contribuição adicional para a Segurança Social».
Imagino-me com vinte e poucos anos, no primeiro dia de trabalho e o meu chefe, qual bom pai de família a apresentar-me aos colegas, a fazer uma vista guiada pelas instalações e, entre uma sala e outra, com o braço por cima do ombro, só para fazer sentir o peso do chefe, dizer-me em tom paternalista; -Sabes? És um rapaz cheio de sorte. Ainda não começaste a trabalhar e já a empresa está a pensar no teu futuro. Ai é? perguntei. Sim, no teu futuro. Imagina só que já estamos a juntar uns dinheirinhos para te pagar quando fores despedido. Porreiro pá!
Só não percebo como é que, empresas em dificuldade para cumprir com os seus compromissos actuais vão poder dispensar dinheiro para esses fundos?
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