CRÓNICAS DE: josé Soluciolino
Este fim de semana foi de reboliço.
Visitas ao sótão, caixotes revirados, e porque a crise é amiga das velharias, toca de sacudir o pó a velhinhas figuras de barro, reparar as antigas sanefas, escolher bolas, estrelas e fitas, esticar os encarquilhados galhos de pinheiro e reinventar o presépio. Só os musgos e pedrinhas serão novos.
E como o reboliço foi caseiro, toma lá televisão que outro entretenimento não há!
E porquê esta conversa toda à laia de confissão?
Porque li um título de notícia que diz.
Risco de pobreza ameaça dois milhões de portugueses.
Eu cá digo que ameaça dez milhões. Mas é só a minha opinião!
O mais trágico é que aquele número respeita a um relatório de Bruxelas sobre o ano de 2008. Imagine-se hoje, passados dois anos!?
Esta leitura fez-me recordar o fim de semana. A televisão, o entretenimento ....
Pois bem, na RTP/Canal 1, transmitia-se a celebração eucarística, presidida por D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa.
Nada de invulgar a não ser, o discurso que a certa altura percebi estar a versar sobre economia.
Quando, nas igrejas, se começa a falar de economia, atenção. atenção! E pus atenção.
Consigo transcrever na integra um paragrafo,
“o que endireitará o caminho do futuro será o afastamento firme de mentiras tortuosas da contabilidade, de contracurvas financeiras, de paraísos que são inferno para a economia real, de descrédito da poupança, da perda dramática da confiança, de atentados à criação."
E mais disse, não tendo certas as palavras, fica aqui o sentido:
A riqueza, construída sobre a criação de pobreza, parece esquecer-se que mais cedo do que julga, terá que alimentar os pobres que faz nascer.
Eu acrescento - A bem ou a mal!
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