sexta-feira, 29 de julho de 2011

Eu gosto é do Verão.... mas como o que aí vem, Não!

A redução da despesa do estado afinal fica por definir em concreto lá para 2012. Foi o que ouvi na tvi24, aí por volta das 23:30.
Logo de seguida.
Ainda não é efectiva a regra dos 20 dias de indemnização e já o secretário de estado do emprego, com um arzinho de menino anafado, a encher completamente o ecrã da televisão  anuncia a intenção de se chegar aos 10 dias.
"Porque na Europa a média é de 10 dias e devemo-nos aproximar da Europa" .

Tal como o Orçamento Rectificativo, que ainda não tinha sido publicado e já o ministro das finanças anunciava o muito provável 2º Orçamento Rectificativo.
Vai ser assim, de má noticia em má notícia até atingirmos a nota 20 no exame da Troika.

Entretanto o sr. Primeiro, que prometeu ser ele a dar as más notícias, anda desaparecido.
Das duas uma. Ou é um grande mentiroso ou, estas não são as más notícias.
As más notícias estarão para vir como se se tratassem daqueles restos de areia que teimam em aparecer nos calções depois de sair-mos da praia.
As más notícias serão anunciadas no pico de verão, enquanto estivermos meio mamados da torreira do sol.

Aproveito a menção às férias para também eu, fazer um anuncio.
Mas dos bons.
Vou de férias.
Aqui o vosso amigo José Soluciolino também tem direito a descanso.
Após quase 200 crónicas, umas feriazitas.
Até Setembro, se faz favor!!

José Soluciolino

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Escorregar não é cair..... e derrapar não é escorregar!

Não sei que vos diga hoje.
Fui desafiado a falar em derrapagens. Derrapagens em obras públicas. Em obras públicas marítimas. Tipo Portas do Mar.
para mais informações veja www.portasdomar.pt/

Falemos então.
Para quem possa não saber do que se trata, trata-se de uma obra de regime. Daquelas que deixam marca.
Só de olhar dá para dizer " este povo foi capaz de construir coisas magníficas. deve ser um grande povo. só pode ser um grande povo. comparável ao que construiu as pirâmides de Gizé no Egipto"

E de facto, comparadas as coisas, é bem verdade.
Para fazer as pirâmides foram esgotados enormes quantidades de recursos, ainda hoje persistem algumas dúvidas sobre a sua verdadeira utilidade, as pessoas utilizam-nas muito como fundo para fotografias mais ou menos artísticas, e quem  as verdadeiramente aprecia são os turistas.

Que querem mais que vos diga?
Que as pirâmides de Gizé já estão pagas, e que as Portas do Mar, sabe-se lá quando ficarão?
Só se for isso. Só se for.....

José Soluciolino

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Algumas notícias fazem-me perder a compostura e a boa educação!

Eu não resisto. Não resisto. E não resisto!
A notícia é da SIC Notícias, muito pequenina e quase ninguém deu por ela. O assunto é educação.
Assaltou-me imediatamente a recordação da crónica  de  31 de Janeiro
"Iniciativa privada? Ou, privar o estado de iniciativa?"

A notícia é:
Várias escolas públicas estão sem vagas devido à fuga de alunos de estabelecimentos do ensino privado. A crise económica levou muitos pais a retirar os filhos do sector privado e a tentar a entrada nas escolas públicas com melhores resultados. Uma das estratégias é apresentar uma morada que não é a da residência do aluno.
E no mesmo espaço colocam algumas questões para reflexão.
No Opinião Pública desta tarde falamos da corrida às escolas públicas.
·         A saída de alunos das escolas privadas é uma inevitabilidade para as famílias atingidas pela crise?
·         Como pode o Estado responder a este problema de modo a assegurar o acesso universal dos cidadãos ao ensino público, como obriga a Constituição?
·         Compreende ou não o uso de expedientes por parte dos pais como forma de garantirem a matrícula dos filhos nas escolas públicas que pretendem?

Pois bem, aqui vai os meus considerandos….
Os papás da notícia são os mesmos papás que acreditavam na excelência do ensino privado e que o estado não tinha competência para garantir as suas superiores necessidades mas, na primeira dificuldade, rapidamente recitam a obrigação constitucional do estado prover educação. Gratuita, para além de tudo mais!
Agora sim. O estado tem obrigação de vos receber, não é?
E tem mesmo, digo-vos eu.
É que eu acredito que os vossos filhos são cidadãos iguais e com os mesmos direitos dos filhos do povo.
Porque, se não acreditasse nisso, dir-vos-ia “vão mas é trabalhar para pagar esses vícios de gente rica”

E finalmente o meu desabafo…. e revolta!
Agora que a coisa está difícil, vão invadir o espaço que nunca quiseram. Que não vos satisfazia, nem correspondia às vossas aspirações, não é? E nem vos passa pela cabeça que vão tornar a vida dos outros mais difícil, não é?

José Soluciolino

terça-feira, 26 de julho de 2011

Só para Português ver!

As notícias nem sempre esclarecem e às vezes até confundem mais.
Vejam o exemplo no que se refere à electricidade.
Com a mesma fonte, escolho três artigos que só lançam a confusão.

Primeiro:
Governo quer vender EDP a grupo alemão 22/07/2011
O jornal Público avança que o Governo deu indicações à Parpública para que as acções da EDP sejam vendidas a grupo alemão.
O Executivo liderado por Pedro Passos Coelho teria mesmo já mandatado uma equipa de advogados para estudar a venda dos 20,9% que o Estado ainda tem na EDP.

Segundo:
China Power já reuniu com o Governo para entrar na EDP 25/07/2011
A empresa com sede em Hong Kong quer adquirir 10% do capital da EDP no âmbito da privatização da eléctrica nacional.
Fontes próximas do processo garantiram ao Diário Económico que "o objectivo da China Power é adquirir 10% da EDP e não apenas 2,5% ou 5% como chegou a ser avançado".

Terceiro:
Contrariamente ao que nas duas primeiras notícias se anunciava  
“Os accionistas da EDP vão reunir-se em assembleia-geral no próximo dia 25 de Agosto para deliberar o fim da ‘golden share'.”

vem agora esta, fresca, fresquíssima, dizer que:
Fim das 'golden share' entra hoje em vigor Económico   26/07/11 07:18
O fim das acções com direitos especiais na PT, EDP e Galp entra hoje em vigor……

Dá para perceber que, as reuniões, os protocolos, as discussões, são só para Português ver.
Quem decide, decide na solidão do gabinete e faz de conta que discute, só para Português ver!

José Soluciolino

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Se não formos nós, quem mais poderá tomar conta dos nossos filhos? Quem?!!

O fim-de-semana foi cheio de boas e más notícias mas, é uma pequena parte do comentário do Prof. Marcelo que quero destacar.
Eu já adivinhava. Mas, sem ouvir de viva voz, ainda me acusariam de coisas más.

Foi ontem à noite que ouvi pela primeira vez de forma explícita uma referência clara sobre como se constituirá o fundo que facilitará os despedimentos em Portugal.

O Prof. Marcelo, sem o dizer, disse.
Foi assim. Na TVI. Bem ao jeito dele.
Bom!  …Sem o fundo só há duas hipóteses, as empresas pagam do seu próprio dinheiro e ficam descapitalizadas ( e todos sabemos como estão as nossas empresas e quais as consequências disso), ou não pagam mesmo e os trabalhadores vão para a rua sem nada…

Colocando as coisas desta maneira só há uma conclusão a tirar;
O Prof. Marcelo já está a alizar o caminho do Governo para justificar a entrada do Estado no dito fundo a ser utilizado com a nova lei dos despedimentos.

Resta-nos saber qual a parte que caberá ao governo. A parte de leão, imagino.

E assim ficamos nós, pais dos futuros desempregados, encarregues de, com os nossos impostos, financiar uma boa parte do despedimento dos nossos filhos.

É coisa para dizer:
Se não formos nós, quem mais poderá tomar conta dos nossos filhos? Quem?!!

José Soluciolino

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Comparar é deveras parecido com comprar. Tem um “a” a mais. Um “a” de admiração.

ANCP

Existe e para quem não conhece é a Agência Nacional de Compras Públicas (ANCP), tutelada pelo Ministério das Finanças e da Administração Pública.
Tem à sua responsabilidade um serviço que se chama PVE Parque de Viaturas do Estado que respeita um modelo legal de aquisições e gestão.

Os princípios basilares deste modelo são o controlo da despesa orçamental, a responsabilidade das entidades utilizadoras dos veículos, a simplificação e automatização de processos e do reporte de informação, bem como a preferência pela composição de uma frota automóvel ambientalmente avançada, visando desta forma eliminar desperdícios resultantes da gestão ad-hoc de um parque constituído por cerca de 27.500 viaturas e que está disperso, que é heterogéneo e envelhecido (média de 11 anos).


Nos termos dos diplomas regulamentares hoje (algures em 2009) publicados, os veículos passam a ser classificados em categorias e segmentos, consoante as respectivas características e fins a que se destinem. Estabelece-se igualmente o princípio geral de que a aquisição onerosa de veículos deve, por regra, ser efectuada através do aluguer operacional de viaturas, dado que esta é a opção economicamente mais vantajosa.

Fui pesquisar pela palavra Leasing e ao fim de algumas consultas cheguei à conclusão que 72 meses é, normalmente, o prazo mais alargado para o Leasing de viaturas.

72 meses, feitas as contas são... 6 anos.

Acreditando que os carrões topo de gama utilizados pelos digníssimos são mesmo topo de gama, não me enganarei muito se disser que são carrinhos para aguentar muito tempo. Muitíssimo mesmo.
Nunca lhes faltam peças novas quando preciso, nem revisões cuidadosas.
São normalmente conduzidos por profissionais experimentados pelo que não se fazem muitas asneiras, a não ser os excessos de velocidade.
São carrinhos para aguentar muito tempo.

Enquanto escrevia isto, corre na televisão a notícia
O Atlantis terminou a última missão ao aterrar às 10h57. Quatro astronautas cumpriram, com êxito, a última viagem, depois de 30 anos, de trabalho do vaivém espacial.


Comparemos então o  Atlantis com o PVE.

José Soluciolino

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Flores e andorinhas são próprias da primavera.

Não acredito!
Não pode ser verdade, disse eu a quem me contou que lhe tinham dito por ouvir de um amigo; que há médicos acusados de corrupção por passarem receitas de genéricos, a pedido de alguns laboratórios farmacêuticos. http://relvado.aeiou.pt/

Na corrupção acredito.
No que não acreditava era na forma de pagamento. Bilhetes para jogos do Benfica? Consta que havia outras formas de pagamento mas, sinceramente. Bilhetes para jogos do Benfica? Só mesmo neste país.

Mas o que me chateia mais é a atitude das indústrias farmacêuticas que, comercializando genéricos, supostamente, estariam a racionalizar o mercado do medicamento mas que afinal, comportam-se como as restantes e aliciam e estimulam a prescrição.

Chateio-me porque, fico na dúvida se, com esta estratégia de penetração no mercado não estarão elas a elevar os custos da distribuição e, não tarda nada, começam também a fazer "levedar" o preço final, tal como nos medicamentos de marca.

Chateio-me ainda mais, ter que continuar de sobreaviso quanto à verdadeira necessidade das prescrições de medicamentos.

Chateia-me ter que continuar a levantar a hipótese de existirem outros objectivos para além da procura da cura. Objectivos mais obscuros.

Que todos os médicos são corruptos? Não. Não acredito. Sinceramente não!
Mas dá para dizer que uma andorinha não faz a primavera mas, é inegável que elas chegam e, quando elas chegam, subitamente é primavera!

José Soluciolino

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Ouve o que te digo que eu não te digo o que ouço

A crónica data de 20 de Dezembro de 2010 e tinha por base uma notícia do dia 15.
Tinha por título "Há quem se preocupa comigo e eu nem imaginava. Porreiro pá!"
E começava assim:
O presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP) garantiu na passada quarta-feira que são só as empresas que vão descontar para o fundo para pagar as indemnizações aos trabalhadores em caso de cessação de contrato, realçando que este será gerido pela Segurança Social.

Entretanto foi passando o tempo e tínhamos esquecido o assunto.
Eis se não quando, e o quando foi ontem, o DE lança a notícia:
"O Governo vai mesmo avançar com o fundo para pagar parte das indemnizações por despedimento. Durante a tarde de hoje, o secretário de Estado do Emprego, Pedro Martins (na foto), reuniu-se com dirigentes da CIP, CAP e CCP."
Ao serão, os noticiários acrescentavam qualquer coisinha que tem a haver com o código do trabalho.
Só mesmo ouvindo para acreditar.
Por falar em ouvir, gostaria de ouvir do Srº PR uma opinião sobre este assunto. Agora que o assunto é retomado pelos seus "partidários".

Ou será que ele é mais do género " Ouve o que te digo que eu não te digo o que ouço"?

Eu gostava de ouvir.

Para mais que, o Presidente da República, Cavaco Silva, pediu hoje (quer dizer, ontem) "capacidade de decisão" aos líderes europeus, que, esperou, já tenham ouvido as "campainhas de alerta" relativamente à crise do euro e à necessidade de uma resposta "firme, determinada e clara".

Tem piada porque "ouvir campainhas" é um sintoma de uma doença auditiva.
Doença de ele deve sofrer.
Digo eu.
Pois se ele faz orelhas moucas aos queixumes do povo.....

José Soluciolino

terça-feira, 19 de julho de 2011

O tempo não é só sol, chuva e humidade. O tempo também é dinheiro!!

As transferências que a Segurança Social faz para o fundo que garante o pagamento das pensões no futuro pararam há quatro meses. Económico com Lusa   18/07/11
Fiquei ligeiramente preocupado.
É que ainda tenho uns anitos pela frente e que eu saiba, pelo menos é o que consta nos meus recibos de vencimento, todos os meses, com uma precisão milagrosa, são descontados 11%  do "bruto" para ser entregue na Segurança Social.
Acredito que é entregue.

A preocupação adensou-se um pouquinho mais quando mais abaixo na notícia li,
..."A única altura em que o FEFSS esteve dois meses sem receber verbas destinadas a assegurar o pagamento das pensões no futuro foi em Janeiro e Fevereiro de 2007, sendo que em Março desse ano foram transferidos quase 370 milhões de euros."...

Ainda não estou em pânico mas fiquei um pouco mais preocupado porque,
..." A Agência Lusa tem tentado, desde quinta-feira, falar com o responsável do Instituto de Gestão dos Fundos de Capitalização da Segurança Social, Manuel Baganha, mas sem sucesso até ao momento."...

Digam se não é para me preocupar?

Vamos lá Srº Baganha. Vamos lá dar corda no relógio!
Vamos lá recuperar o tempo perdido.
É que também para mim, tempo é dinheiro, e o relógio não para!!

José Soluciolino

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Quando se escolhe deve escolher-se o melhor. Seja lá no que for.

Na edição de fim de semana do I, Obama em grande estilo e a citação, que passo a citar; "Não somos a Grécia, não somos Portugal"

E assim somos transformados em "icons".
Democracia: USA
Industria: Alemanha
Electrónica: Japão
Crescimento económico: China
Arte: França
Moda: Itália
Terrorismo: Bin Laden
Ditadura: Muammar Khadafy
Azelhice: Grécia ou Portugal. É escolher um. Pode ser à sorte.
Desde que não seja nem Espanha, nem Irlanda, nem Itália, nem Belgica, nem mesmo os USA.

É só escolher! diz o Obama, e a Merkel, e o Cowen, e o Rompuy, e o Berlusconi, e o Zapatero, e os outros todos.

José Soluciolino

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Aos gritos de Tira! Tira! Tira! Eles tiram.

Não consegui estar junto a uma televisão às 18:00, 17:00 nos Açores.
Não consegui por isso  ouvir em directo as explicações do Sr. Ministro.
Afinal não é só o governo que não consegue cumprir com as suas promessas. Também eu. Por esse facto, tenho que pedir desculpas.
Fora esse pormenor, ouvi de vários comentadores as explicações e sinceramente, é complicado.
Vai ser preciso algum tempo para perceber bem as contas.
Em Novembro saberemos. Isso é garantido!

O que eu percebi imediatamente é que é muito mais fácil aumentar impostos do que reduzir na despesa do estado. E já lá vai mais uma promessa feita em campanha eleitoral.

Cortar na despesa? Nada!

P.S.
Já tinha escrito esta crónica quando me chegou a notícia que Assunção Cristas, Ministra da Agricultura, Ambiente, Mar e Ordenamento do Território, quer ver abolidas as gravatas no seu ministério. Com essa medida pretende aligeirar a indumentária e assim reduzir a utilização de ar condicionado. Com as viagens em turística que afinal não pagam, mais esta das gravatas, está contrariada a ideia de não haver esforço na redução da despesa.
Afinal enganei-me. Estão a fazer um esforço Hercúleo.

P.S. ao P.S.
E as senhoras do ministério, que peça de roupa tirarão para aligeirar a indumentária?
Aceitam-se sugestões. Vamos lá a ver até que ponto os portugueses são criativos.

José Soluciolino

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Dividir por dois ou cortar pela metade?

A vida é realmente uma caixinha de surpresas.
Vejam só a coincidência que vos apresento.
No inicio do dia, coisa por volta da meia noite e tal, a revista de imprensa e, no Jornal de Notícias "Recorde de chumbos no 9º ano" . Em Matemática foi mesmo uma desgraça.

Na Antena 1 "Lugares Comuns", já tenho citado, porque merece, a expressão é "Pedante ou o Pedagogo". Como duvidei do que ouvi, confirmei noutra fonte.
Um dicionário de língua Portuguesa ( também um desastre nos exames nacionais)
Então aqui vai;

Pedagogo
(grego paidagogós, -ón, escravo que conduz as crianças à escola, preceptor precetorpreceptor)
s. m.
s. m.
1. Mestre de meninos.
2. Pedagogista.
3. Director DiretorDiretor.
4. Conselheiro.
5. [Figurado]   [Figurado]  Homem que alardeia grande ciência.
6. Pedante.
7. Zoilo.
8. [Antigo]   [Antigo]  Escravo que levava as crianças à escola.
9. Aio.
adj.
adj.
adj.
10. Charlatão.

E tudo culminará mais logo, por volta das 18 horas TMG, nas televisões nacionais, com uma lição de aritmética do ministro das finanças.
Ao que tudo indica o Sr. Ministro dará uma lição de como dividir por dois o subsídio de Natal. E o sumário da lição será mais extenso.
Haverá mais operações de aritmética para explicar. Prevê-se uma aula comprida.
Não o estou a chamar Pedagogo. Não senhor.
Mas que vamos assistir a uma lição de aritmética, lá isso vamos.
De má aritmética.
Para nós é claro!!

Já agora, e para finalizar esta crónica que vai muito longa, não era suposto ser Pedro Passos Coelho a dar as más notícias?
Foi o que ele prometeu poucas semanas atrás.
Digam o que disserem mas, faz-me lembrar Sócrates que, para as más noticias, mandava sempre um ministro à televisão.

José Soluciolino

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Noites bem dormidas são boas conselheiras. As más também ....às vezes!

O prazo para apresentação de propostas para a compra do BPN está achegar ao fim. Para ser mais preciso é já no próximo dia 20. A Caixa Geral de Depósitos está à espera de duas ou três propostas. Até segunda-feira ainda não tinha recebido nenhuma.
Diário Económico - 13/07/2011.
Tenho três euros guardados à algum tempo sem saber onde os gastar. E desde segunda-feira não me sai da ideia a possibilidade...
Ontem, dormi mal toda a noite. A ideia de ser dono de um banco martirizava-me. Nas poucas ocasiões em que passei pelas brasas, acordei sempre espavorido com o mesmo pesadelo.
Três moedas a cair do bolso e, devagar, muito devagarinho, num percurso tortuoso, tomam a direcção de uma grelha de esgoto. E de todas as vezes, quase que agarrava uma delas. Indeciso até ao último momento na escolha de qual das moedas salvar, tomava sempre uma má decisão e perdia-as a todas.
Ás 6 da manhã, não voltei a dormir mais. A simples possibilidade de voltar a ter o mesmo pesadelo tirou-me definitivamente o sono.
Levantei-me esgotado mas com a decisão firme de NÃO gastar os meus preciosos três euros naquela loucura. Quem quiser comprar o BPN, esteja à vontade.
Eu é que não deito fora o meu rico dinheirinho. Nem pensar!!

José Soluciolino

terça-feira, 12 de julho de 2011

13,495% - 17,515% - 20,009%? Até parece que falamos de vinhos e outros licores!!

Meia noite e um minuto e já a notícia que abria o chorrilho de desgraças tinha sido anunciada.
O BdP (Banco de Portugal) divulgou números maus. Muito maus.
Chamam-lhe Boletim de Verão.

As últimas palavras ainda corriam em rodapé e já se anunciava o descalabro italiano e espanhol.
As más notícias também chegavam de alem mar.
O Obama quer aumentar o limite da dívida.
Por cá, o Durão anuncia para breve um mega fundo para "ajudar" os 27 em caso de dificuldade.

Será que, nem mesmo pagando a televisão por cabo, não se pode exigir uma pequena quota de boas notícias? Sei lá, uns 20% ou coisa que o valha. P'rái um equivalente a ± o juro da dívida soberana?... Quê? perguntam vocês muito admirados.  O juro já está nos 20%? 
Sim. Para o prazo de 3 anos atingiu 20,009%.
E sabem o que é que parece? Parece que não querem que paguemos.
É que, com juros assim, não é empréstimo. É roubo.
Tá lindo tá.

Não admira que ainda não tinha passado 30 minutos do noticiário das 24 e já se ouvia João César das Neves, que é um entendido na matéria, a dizer que não é de admirar que as agencias dêem aquelas opiniões malucas.

José Soluciolino

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Gritos para gente surda ou os gritos de gente surda?

A dívida. A notação. O Rating.
O fim de semana a ouvir falar no assunto e mesmo assim, nada!
Começo a ficar preocupado comigo próprio. Não percebo nada do assunto.
E começo a ficar preocupado também com os outros, que aparentemente, também não percebem  nada do assunto.

Colocou-se  a dúvida sobre a credibilidade das agências de Rating.
Há quem diga que são credíveis, outros tem opinião contrária.

Em qualquer dos casos, as notações que eram letra de lei para quem defendia e defende  a total liberalização da economia e, para os que não a defendem, mas que mesmo assim as aceitam, porque até dar jeito, são, dizia eu, em ambos os casos ouvidas com muito cuidado.
Quem as discute são também os primeiros a justificar os enganos com o argumento de "as agências limitam-se a dar opinião".
E é por isso que estou preocupado. Não consigo perceber quem está certo e que está errado.

De uma coisa tenho a certeza.
Gritam-nos aos ouvidos taxas de juro e com o tempo, começamos a aceitar.

Como é que me posso fazer entender?
Por exemplo:
Se numa praia fluvial alguém gritar com força e convicção suficiente "Tubarão!", acredito numa reacção imediata, mesmo de quem nunca tenha visto um tubarão.

É que, não interessa o que se grita. Interessa mais a convicção.

José Soluciolino

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A fábula dos Super homens ou os mágicos do tempo.

Era uma vez um reino com senhores tão bons e tão fortes que tudo podiam. Tudo ou quase tudo.
Quase tudo. Assim é que é. Podiam quase tudo.

Era uma vez um reino com senhores que podiam quase tudo.
Conseguiam, com uma capacidade sobre-humana, a realização de muitas tarefas em simultâneo. Conseguiam manter-se sentados uma enormidade de tempo, enquanto descontraidamente assistiam a discussões e anuíam gravemente com algumas das opiniões que escutavam.
E ainda, sem que aparentassem grande esforço, rabiscavam aqui e ali, nos cantos de folhas meticulosamente dispostas em montinhos de 9, ou 25, ou 3, ou 17, ou de outras variadíssimos quantidades, assinaturas de uma beleza e elegância só atingíveis por homens muito bons e muito fortes. Impressionante, a capacidade que demonstravam.
Aos infelizes que ainda assim não lhes atribuíam grande valor, restava a inveja reprimida da leitura incrédula de nomeações e autorizações administrativas que oficialmente investiam naqueles homens, aqueles poderes para beneficio do povo do reino.
Era uma vez um reino com muita sorte por ter tantos homens tão bons e tão fortes.

Curta, esta fábula.
Produto de uma conversa que ouvi acidentalmente entre dois alienados que tomavam chá gelado em copos de plástico.
Acabei por tomar o resto d'um café sem açúcar e afastei-me a imaginar se aquela conversa maluca tinha alguma ligação mesmo que remota com notícias reais.
Quem sabe?
Mesmo de malucos alienados, é sempre possível algum momento de ligação à realidade.

José Soluciolino

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Há males da vista que nem com óculos... e nem lentes de aumentar!

Todo o dia de ontem esperei por uma forte reacção à classificação da dívida portuguesa. Quase nada.  Fraco até.
Surpresa, admiração, dores de estômago e de outras partes do corpo, sim. Mas, reacção a sério, de quem tem por mais alta missão a defesa da soberania, dos valores e integridade nacional, muito pouco.
Mais fortes e convincentes foram algumas reacções vindas do exterior.
Incrivelmente de alguns daqueles que muito ganham com a nossa desgraça.

Os abutres da Moody's, por sua vez, reafirmam a classificação e até referem que tiveram em conta as mais recentes medidas de austeridade.

E eu quase aposto que  quem, no tempo de Sócrates , nos penalizou por falta de coragem e de medidas de controlo sobre as contas nacionais, serão os mesmos que num futuro muito breve vão  classificar-nos com o inqualificável com o pretexto do excesso nas medidas de controlo da despesa.
Dirão eles que paramos tanto a economia que já não a temos.

É o famoso; preso por ter cão e preso por não o ter.

É pena que há muito pouco tempo, ninguém classificava a actuação dos agências de rating como agora se vê por exemplo,  na capa do O Primeiro de Janeiro.

Chego á conclusão que a visão sobre certos assuntos só é afectada pelo brilho das cores políticas. E não há óculos para esse mal.

José Soluciolino

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O mundo é mesmo uma bola que gira. Mas não nas mãos de uma criança!!

As más notícias não param.
E foi por isso que fui à procura outros motivos para escrever a crónica de hoje.
Não foi difícil. E digo mais, no que me toca, a pesquisa revelou-se bastante satisfatória.

Mão direita revela tamanho do pénis
Depois de anos de curiosas especulações, um estudo realizado por um grupo de urologistas da Coreia do Sul vem desmistificar o tamanho do órgão sexual masculino e a conclusão é surpreendente: quanto menor for a diferença de comprimento entre o dedo anelar e o indicador da mão direita, maior é o pénis.
Correio da manhã, de ontem. Que o de hoje é só más notícias

E foi esta notícia que seleccionei. Mesmo ao lado de uma caixinha sobre a Soraia Chaves, que eu até não conheço mas, a avaliar pela fotografia que acompanha o texto é moça para ser bastante gira.
Tipo gira e torna a girar, gira sem parar!

Nota final:
Aos cavalheiros que leram isto, um conselho. Disfarcem.
Por maior que seja a tentação façam as vossas medições de forma discreta. Disfarcem.

José Soluciolino

terça-feira, 5 de julho de 2011

Há borbulhas que incomodam. Outras são mesmo uma grande chaga!

Eu vi o Prós e Contras com o tema SEM ILUSÕES.
Apesar de todos tentarem "descomparar" o caso Português com o caso Grego e com o caso Irlandês, a ideia principal que fica é que não nos livramos de uma grande aflição.

O slogan "Apertar o cinto" nem fará sentido. Vamos perder o cinto que aguentava as calças. Vamos ficar mesmo com as calças na mão.

O Sr. Pires de Lima da UNICER, que volta e meia faz viagens a Angola e, volta e meia faz viagens a Portugal, lá estava, a discutir e a "descomparar".
Porque é que falo nele?
E agora uma resposta tipo aluno de 4ª classe,
Falo nele porque...porque...
Olha. Porque ele disse que os Portugueses iriam passar por um período de algum incómodo.
Incómodo disse ele! Incómodo!
Incómodo é quando alguém passa frente à televisão quando o filme está na melhor cena.
Incómodo é quando alguém volta a passar na 2º melhor cena.

E é essa a opinião que alguns figurões tem da crise que aí vem!
Um incómodo!

José Soluciolino

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A precipitação incomoda. Mesmo quando não se trata de chuva!

A banca. O encerramento de balcões. O BES. O Sr. Ricardo Salgado. O que ele disse quando, em contra ciclo, abria mais um balcão nos Açores.
Uma conversa entre amigos que eu não conheço. O que eu ouvi dessa conversa. O que eu entendi dessa conversa.

Deixemo-nos de conversa.

A banca a financiar-se a juros três e quatro vezes acima do habitual, a quem está a emprestar? A quem lhe dará jeito emprestar?
Aos privados para habitação?
A actividades de investimento de retorno demorado?
Com os juros regulados tão por baixo, não ganham nenhum mesmo triplicando os spread's, mesmo cortando na parcela a financiar, mesmo segurando o crédito.
O lucro não é satisfatório.
Então, onde vender o dinheiro?
No crédito ao consumo disse o interlocutor que eu ouvia disfarçadamente.
No crédito de curto prazo onde o lucro é bem avantajado e o tempo de reembolso é mais rápido.
No crédito onde os montantes em risco são pequenos, muito dispersos, e com menor impacto para os bancos, quando, para desgraça do papalvo, algo corre mal.

Ouvido isto, a conversa continuava já só entre os amigos que eu desconhecia.

Desligados os ouvidos ocupava-me agora na validação daqueles argumentos.
Sem certeza nenhuma só recordava a voz muito simpática da uma menina de um call center que na véspera me ofereceu um serviço bancário que eu recusei sem o chegar a conhecer.
Ouvida  a conversa daqueles dois amigos que eu não conheço, reconheço que teria sido útil ver até que ponto me levaria a conversa telefónica com aquela voz tão simpática.

Fica p'rá próxima. Está decidido.

José Soluciolino

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Na verdade, amor com amor se paga. E isto não é uma repetição!

António Saraiva, da CIP, espera um aumento da taxa máxima de IVA, o que será uma "tsunami" para as empresas.
"Provavelmente vamos ter na taxa máxima algum aumento. Não tenho sensibilidade para dizer se será 24 se será 25, mas a leitura que faço é que, provavelmente, a taxa máxima será mexida", disse ontem António Saraiva durante uma tertúlia na Figueira da Foz, citado pela agência Lusa. "Se me perguntarem a opinião, eu acho que não há muita saída a não ser ir por aí, aumentar a taxa máxima", apontou
Económico com Lusa   30/06/11 09:51
Apraz-me fazer o seguinte comentário.

As declarações foram feitas numa tertúlia.
Ninguém lhe perguntou nada, palavras dele, mas mesmo assim deu opinião.
Como até tem esperança de ver reduzida a TSU, paga pelos patrões, em pelo menos 4% e, como até é no IVA que se espera a recuperação do valor perdido na TSU, e como até vê no programa do governo a promessa d'uma alteração significativa nos mecanismo de reembolso do IVA e, como até o IVA é neutro em relação ás importações e exportações, faz-se ameaçado e faz um favor ao governo, anunciando por ele (governo) um aumento da taxa máxima do IVA.
Não é por nada mas, estou a ouvir a intervenção do PM, Srº Pedro Passos, no parlamento onde, até foi aplaudido quando afirmou que as más notícias dava-as ele próprio.

Recordei imediatamente a crónica Há palavras mais difíceis do que outras. Reestruturação é das mais fáceis. do dia 10/05/2011
Para não me repetir, pesquisei umas coisinhas e, cá está.
Jornal de Notícias 2011/05/08
A diminuição da taxa social única proposta pelo PSD será conseguida através de uma "reestruturação do IVA" que "já estava no PEC 4", afirmou o social-democrata Carlos Moedas.
"Reestruturar o IVA é pegar naquilo que são taxas, as baixa, média e alta, passar de umas para as outras e obtêm-se receitas. A diferença é que se o Governo o fizer vai utilizar apenas essa receita para engordar o Estado, e nós vamos usar para baixar a taxa social única", defendeu.

Na verdade, amor com amor se paga!
PS- Entretanto caiu a bomba dos 50% do Subsídio de Natal e o próprio António Saraiva ficou surpreendido. Há um bichinho que me diz que a opinião que deu na tal tertúlia fará parte de uma outra bomba. A explodir um pouco mais tarde!

José Soluciolino