quarta-feira, 27 de julho de 2011

Algumas notícias fazem-me perder a compostura e a boa educação!

Eu não resisto. Não resisto. E não resisto!
A notícia é da SIC Notícias, muito pequenina e quase ninguém deu por ela. O assunto é educação.
Assaltou-me imediatamente a recordação da crónica  de  31 de Janeiro
"Iniciativa privada? Ou, privar o estado de iniciativa?"

A notícia é:
Várias escolas públicas estão sem vagas devido à fuga de alunos de estabelecimentos do ensino privado. A crise económica levou muitos pais a retirar os filhos do sector privado e a tentar a entrada nas escolas públicas com melhores resultados. Uma das estratégias é apresentar uma morada que não é a da residência do aluno.
E no mesmo espaço colocam algumas questões para reflexão.
No Opinião Pública desta tarde falamos da corrida às escolas públicas.
·         A saída de alunos das escolas privadas é uma inevitabilidade para as famílias atingidas pela crise?
·         Como pode o Estado responder a este problema de modo a assegurar o acesso universal dos cidadãos ao ensino público, como obriga a Constituição?
·         Compreende ou não o uso de expedientes por parte dos pais como forma de garantirem a matrícula dos filhos nas escolas públicas que pretendem?

Pois bem, aqui vai os meus considerandos….
Os papás da notícia são os mesmos papás que acreditavam na excelência do ensino privado e que o estado não tinha competência para garantir as suas superiores necessidades mas, na primeira dificuldade, rapidamente recitam a obrigação constitucional do estado prover educação. Gratuita, para além de tudo mais!
Agora sim. O estado tem obrigação de vos receber, não é?
E tem mesmo, digo-vos eu.
É que eu acredito que os vossos filhos são cidadãos iguais e com os mesmos direitos dos filhos do povo.
Porque, se não acreditasse nisso, dir-vos-ia “vão mas é trabalhar para pagar esses vícios de gente rica”

E finalmente o meu desabafo…. e revolta!
Agora que a coisa está difícil, vão invadir o espaço que nunca quiseram. Que não vos satisfazia, nem correspondia às vossas aspirações, não é? E nem vos passa pela cabeça que vão tornar a vida dos outros mais difícil, não é?

José Soluciolino

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