sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Os manuais de economia estão a ser reescritos e ninguém dá por nada?

O presidente da Galp defendeu em entrevista radiofónica, digo radiofónica porque ouvi na rádio.
Se tivesse visto na televisão seria televisiva.
Se lesse num jornal, seria um artigo.
Se......não interessa onde ouvi, vi ou li.
O que interessa é que ele disse.
E ele disse. E foi assim que ele disse.
"A Líbia é e tem sido sempre um fornecedor de crude ao nosso país. Fornece-nos aproximadamente 15 por cento este ano, mas já forneceu mais. Até agora não temos nenhum sinal de interrupção desse fornecimento", disse Ferreira de Oliveira à margem de uma cerimónia da petrolífera em Lisboa.

Ainda assim, mesmo que exista uma interrupção, disse o presidente da Galp, existem alternativas.

"De qualquer modo, o mercado de crude tem tanta liquidez, e tantos fornecedores, que nós não temos dificuldade em substituir qualquer fornecedor que interrompa os seus abastecimentos", sublinhou.

"Na óptica de fiabilidade do abastecimento a Portugal, o tema Líbia não existe"

Fiquei tentado a pensar que o homem não percebe nada disto. Para dizer a verdade, pensei mesmo.

Com as notícias constantes sobre a subida do preço do petróleo, fiz uma associação entre este discurso e a realidade e, foi por isso que me equivoquei.

O preço nada tem a haver com a quantidade.
Eu acreditava no princípio básico da economia que diz que os preços de um produto ou bem variam inversamente às quantidades oferecidas e afinal não é nada disso.
Eu e os meus professores, andamos todo este tempo, enganados.

Afinal, o preço varia basicamente com a ganância, neste caso particular, de quem tem o negócio do petróleo na mão!


José Soluciolino

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