Fiquei em pulgas. Afinal já tinha motivo para rabiscar mais uns alvitres para reflexão de quem a isso se dispusesse.
Fiquei sem graça, porque o assunto era sério e o Presidente até talvez tivesse razão.
A lei que o governo queria ver aprovada era sobre a prescrição de medicamentos.
E parece que "O diploma permite que a prescrição da marca do medicamento pelo médico seja substituída pelo farmacêutico, quer por medicamento genérico, quer por outro essencialmente similar, a menos que, na receita, seja incluída a respectiva justificação técnica."
Cavaco Silva considera "que não se encontram devidamente avaliados os efeitos do regime que se pretende aprovar, muito em particular sobre a insegurança provocada pela amplitude da possibilidade de alteração sistemática dos medicamentos com base na opção do utente e na disponibilidade de cada marca".
Confesso que inicialmente pensei que se devesse às palavras Essencialmente similar.
Já houveram casos de virgulas que ao néscio passaram incólumes e ao estudado muito jeito deu.
Fui informar-me dos possíveis presumíveis significados e caí no Quid Pro Quo. Já falamos disto, lembram-se?
Se existe, porque raio não se aplica?
Parece afinal, que o veto também tem a ver com a obrigatoriedade das receitas serem emitidas por via electrónica, em vez daqueles gatafunhos tão coloridos e pitorescos a que todos temos direito quando vamos ao médico.
Uma ignomínia, opróbrio, infâmia.
Haverá coalescência de interesses? Ou tudo se passará por lipotimia de Sua Exª o Presidente? Estará ele a demonstrar sua indómita vontade ou sua férrea resiliência perante os arremessos do seu impalatável pleiteador?
Vá lá Srº Presidente. Não complique como eu. É tão simples.
Já existe a tecnologia. Os pobres estão à espera. E o Srº ainda tem dúvidas?
José Soluciolino
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