Manifestamente fiquei surpreendido com a origem da palavra idiota.
Pelo que percebi, tem origem no termo grego idiótes que caracteriza o cidadão que se alheia de discutir os problemas da sua "cidade estado", cuidando exclusivamente das suas acções e assuntos particulares.
E assim estão os portugueses.
Uma vez por outra vão a votos na aldeia ou cidade e por aí se ficam. Depositam todas as grandes decisões num grupo de sábios que se arrogam o direito de experimentar modelos que eles próprios criaram e que, a cada dia que passa, os adulteram à medida das suas dúvidas.
Poucas pessoas se arriscam a colocar as perguntas certas. Poucas pessoas acham mentira nas promessas que lhes fazem.
É verdade. Também eu sou um idiota.
Lá de vez em quando tenho uns rasgos de lucidez, rápidos e escassos.
O que é que se pode fazer?
Cada um saberá até onde pode ir. Não me compete indicar direcções. Só posso dizer que vou tentar encontrar a minha. Nem mais nem menos!
Vem a propósito, a notícia da Renascença que, apoiada num estudo europeu da Deloitte, adianta que os portugueses pensam gastar mais que os alemães neste Natal.
Cá está! Primeiro pensamos como vai ser o nosso Natal, depois...
Depois, temos uns senhores muito sábios que vão providenciar para que continue a aparecer dinheiro.
E depois admiramo-nos que decidam primeiro como dividir esse dinheiro entre si.
José Soluciolino
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